Procedimentos Cirurgião Geral

Hérnia Umbilical

Hérnia umbilical é uma protuberância anormal que pode ser vista ou sentida na região do umbigo. Esse tipo de hérnia se desenvolve quando uma porção do revestimento do abdômen, de parte do intestino e/ou fluido do abdômen se acumula através do músculo da parede O anel umbilical é formado por músculos e outros tecidos no local em que o cordão umbilical se liga ao corpo do feto. Este anel geralmente se fecha antes de o bebê nascer. Se os músculos não se unem completamente na linha média do abdômen, essa fraqueza na parede abdominal pode provocar uma hérnia umbilical ao nascimento ou mais tarde na vida.Não se sabe ao certo porque a hérnia umbilical se forma sem crianças. Em adultos, muita pressão abdominal pode causar uma hérnia umbilical.

Hérnia Inguinal

Localizada na região da virilha, a hérnia inguinal corresponde a 75% de todas as hérnias abdominais existentes e cerca de 3% da população a desenvolve. Essa hérnia ocorre quando há uma ruptura no músculo abdominal e, através dele, passa conteúdo da cavidade, normalmente parte do intestino, pelo canal inguinal – passagem no interior da parede abdominal anterior na qual transitam o cordão espermático (homens) ou o ligamento redondo do útero (mulheres). A doença é muito mais comum de aparecer em homens do que nas mulheres e pode acontecer em um ou nos dois lados da virilha – a chamada hérnia inguinal Bilateral.

Normalmente, os músculos que compõem a parede abdominal são fortes o suficiente e impedem que uma ruptura aconteça nela. Porém, essa musculatura, em algumas pessoas, é mais fraca, causando, assim, a hérnia. 

CVL

A formação dos cáculos se dá por uma confluência de fatores que envolvem alterações no metabolismo do colesterol no fígado e no próprio funcionamento da vesícula biliar. A bile é uma solução de várias substâncias. Seu principal componente é a água, mas vale a pena destacar também o colesterol, os sais biliares e os bilirrubinatos. Essa solução, como todas as outras, quando fica saturada, se precipita. Se colocarmos um pouquinho de açúcar num copo com água e misturarmos bem, ele se dissolve completamente. Porém, se adicionarmos mais açúcar, ele acabará se sedimentando no fundo do copo.

A mesma coisa acontece com a bile hipersaturada com sais biliares e colesterol, cujos cristais se precipitam e vão compor os cálculos biliares. A perda do equilíbrio entre as substâncias que compõe a bile provoca precipitação de seus componentes, dando origem aos cálculos (pedras).

A doença da vesícula biliar é de tratamento cirúrgico. A vesícula é o órgão doente e a fonte produtora dos cálculos e se não for retirada continuará a produzi-los com um grande potencial de complicações.  A remoção da vesícula biliar chama-se colecistectomia que pode ser feita pela técnica convencional (cirurgia aberta) ou pela técnica  minimamente invasiva ou videolaparoscópica, popularmente conhecida como cirurgia “a laser”. A forma como o tratamento cirúrgico será instituído depende em qual situação o paciente foi diagnosticado com os cálculos da vesícula biliar e suas condições clínicas. Atualmente, apenas casos excepcionais, com indicações muito específicas, são realizados por via aberta, sendo a maioria absoluta das operações realizadas por via videolaparoscópica.

Cantoplastia

A Cantoplastia é uma pequena cirurgia feita com anestesia local (troncular) na base do dedo acometido, sendo bem tolerada. O procedimento visa a remoção da porção lateral da unha, bem como a matriz e o granuloma ocasionado pela unha encravada, seguida de eletrocoagulação.

Para evitar a ocorrência do quadro, realizamos também um peeling de fenol na matriz ungueal. É um procedimento definitivo que propicia um alívio rápido do desconforto.

O pós operatório é simples: recomendamos ao paciente que mantenha os pés elevados no dia da cirurgia e já no dia seguinte é liberado o uso de sapatos folgados. O alívio definitivo dos sintomas acontece na mesma semana, possibilitando ao paciente um breve retorno às atividades de rotina. Em poucos meses a unha retoma seu aspecto original. Justamente por parecer um problema corriqueiro e que, teoricamente, pode ser resolvido sem a ajuda de cirurgia, as pessoas passam muito tempo tempo tentando se livrar do incômodo de maneira ineficiente e até mesmo sofrendo com uma afecção que tem cura efetiva, feita rapidamente em consultório médico especializado, sob anestesia local, com uma simples solução e de rápida recuperação.

Excisão Cisto Sebáceo

Um cisto é um saco fechado (às vezes referido como uma cápsula) cheio de uma substância líquida ou semi-sólida. O cistos podem se formar em qualquer parte do corpo, incluindo os ovários, rins e até mesmo os ossos.

O tratamento dos cistos é cirúrgico. Dependendo do tamanho, tipo e localização da lesão, o procedimento poder ser apenas a incisão, drenagem do conteúdo do cisto e destruição da cápsula com cáusticos.O mais recomendado é a retirada completa do cisto incluindo a sua cápsula (excisão e sutura). A permanência da cápsula, ou de um fragmento desta, pode ser responsável pelo retorno da lesão.

Excisão Lipoma

O lipoma é um tumor benigno comum composto de tecido adiposo. Lipomas são macios ao toque, usualmente podem ser movidos e geralmente não causam dor. O lipoma cresce bem lentamente, e em raros casos pode se tornar canceroso. Muitos lipomas são pequenos, mas alguns podem crescer até 6 centímetros.

Geralmente não é necessário tratamento e remoção do lipoma, a menos que o tumor comece a doer ou restrinja movimentos. Muitas pessoas fazem a remoção do lipoma por questão estética. Entretanto, se o lipoma não for totalmente removido durante a cirurgia, ele pode crescer novamente.

Lipomas são geralmente removidos através de uma excisão simples, porém a liposucção é outra opção caso o lipoma seja macio e tenha tecido conectivo pequeno. A liposucução geralmente resulta em cicatriz menor, porém tem maior tendência a não remover o lipoma inteiramente.

Exerese de corpo estranho

Qualquer material estranho dentro dos vasos sanguíneos é chamado de corpo estranho.

Os corpos estranhos mais frequentemente encontrados são fragmentos de cateteres que podem fraturar ou se desprender do seu local de inserção permanecendo dentro dos vasos sanguíneos.

Virtualmente, qualquer corpo estranho pode ser removido da circulação através de técnicas intervencionistas, evitando-se, assim, grandes incisões e cirurgias complexas.

Atualmente, a retirada dos corpos estranhos por método endovascular é a primeira opção para o seu tratamento.

O procedimento pode ser realizado com anestesia local através de um mini-incisão, sem necessidade de sutura.

Drenagem Abcesso

O abscesso é uma bolsa de tecido inflamado preenchido com pus, resultado de quando uma infecção, geralmente bacteriana, penetra a pele e o sistema imune do corpo tenta combatê-la. Doloroso, quente e de coloração vermelha, o abscesso pode ocorrer em qualquer parte do corpo, tanto na pele, quanto em órgãos ou tecidos debaixo da epiderme. Porém, a manifestação da doença é mais frequente em áreas de dobra, como as axilas e virilha, por serem áreas com grande concentração de gânglios linfáticos, responsáveis por combater os microorganismos invasores que causam a infecção. Também é comum ocorrer no ânus ou ser decorrente do cisto pilonidal, na base da espinha.

Os abscessos não são reabsorvidos, por isso precisam ser drenados para atingir a cura. Caso as orientações dos profissionais de saúde sejam negligenciadas, a infecção pode afetar órgãos ou tecidos internos, ocasionando complicações sérias e dificuldade de tratamento.

Cauterização

A cauterização pode ser de dois tipos:

  • Cauterização Química: consiste na destruição de um tecido ou coagulação do sangue por meio de métodos químicos, utilizando frio (criocauterização), calor ou alguma substância cáustica (por exemplo, um ácido). Normalmente, no início há a presença de vermelhidão no local onde foi realizado o procedimento e, em seguida, surge uma crosta que será eliminada dentro de poucos dias. Dentre as principais substâncias utilizadas nesse procedimento estão os fenóis, nitrato e nitrogênio líquido.
  • Eletrocauterização: neste tipo de cauterização utiliza-se um aparelho denominado eletrocautério que realiza a cauterização por meio de eletricidade.

O procedimento de cauterização tem diversas utilidades dentro da medicina. A cauterização química pode ser utilizada nos seios da face, objetivando destruir os mastócitos presentes na cavidade sinusal que secretam histamina e outras substâncias que levam à inflamação e consequente dor na cavidade em questão. Somente os pacientes que apresentam dor sinusal recorrente é que são candidatos a serem submetidos à cauterização química. Este procedimento demora cerca de 15 a 20 minutos e habitualmente deve ser repetidos algumas vezes ao ano.

Exerese Calo/Verruga

As lesões que forem suspeitas, isto é, aquelas que têm potencial de virar um câncer de pele, devem ser removidas através de uma pequena cirurgia. Chamamos de exérese excisional, onde retiramos toda a lesão.

Caso ela seja grande demais e corra risco de ficar com uma cicatriz muito grande, primeiro se opta por fazer uma biopsia incisional, onde se retira somente parte da lesão aguardando o diagnóstico para se programar o tratamento.

Biopsias

Biópsia (ou biopsia) é o procedimento cirúrgico no qual se colhe células ou um pequeno fragmento de tecido orgânico para serem posteriormente submetidos a estudo em laboratório, visando determinar a natureza e o grau da lesão estudada.

Também podem ser examinados líquidos, secreções, esfregaços e outros materiais orgânicos.

Praticamente todos os órgãos e componentes corporais podem ser biopsiados: músculos, pele, ossos, líquidos, secreções, etc.

Debridamento Ferida

O desbridamento é a remoção do tecido desvitalizado presente na ferida.

Seu objetivo é promover a limpeza da ferida, deixando-a em condições adequadas para cicatrizar, bem como reduzir o conteúdo bacteriano, impedindo a proliferação do mesmo e ainda preparar a ferida seja para a intervenção cirúrgica ou para a cicatrização propriamente dita.

Atualmente os métodos utilizados na prática clínica são o autolítico, enzimático, mecânico e cirúrgico.

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Regime: 12/36

 

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